09/05/16

Histórias da Deep Web #1 (Parte 3)

Eu estava extremamente abalado com o que tinha acontecido, a polícia tentou rastrear o site, mas não havia nenhuma forma para eles comprovarem se a minha história era verdadeira, e eu tinha originalmente encontrado o site apenas clicando em links aleatórios... Estava desesperado para achar o site e informações sobre ele. A polícia disse-me para mudar todas as informações sobre mim e mudar de casa com um amigo. Depois de alterar praticamente todas as informações sobre mim, decidi morar com o meu amigo (censurado), vamos chamar-lhe David. David era uma pessoa extremamente honesta, trabalhadora. Nunca ia a festas, nunca ficava bêbado, nada... estava muito empenhado em terminar a faculdade. Na verdade, ele tinha sido dos únicos na época que não se tinha metido na deep web. Já lhe tinha contado as minhas más experiências com aquilo e ele concordou em deixar-me ficar com ele. Uma noite, nós os dois estávamos a estudar (muito tarde), quando o telemóvel tocou.

Eu olhei para ver quem me tinha mandado mensagem, e vi que a pessoa que envia a mensagem não tinha número, como da última vez. Lia-se "Veja o seu computador". Não havia mais nada na mensagem, só uma simples instrução. Abri o meu computador, e assim que o fiz, percebi que não tinha controlo do meu rato. Tentei movê-lo, mas o rato simplesmente não respondia. Alguém de alguma forma estava a ter acesso remoto para o meu computador. Notei que quem já teve o controlo do meu portátil fez download de um software, provavelmente um malware, mas não havia nada que eu pudesse fazer. Podia desligar o PC simplesmente, mas tinha medo no que me acontecesse caso o fizesse...

Mais uma vez ouvi o telemóvel. Desta vez a mensagem dizia "Olhe para a janela". Eu estava sentado junto a uma janela, mas eu não sabia que a janela à qual ele se referia era MESMO aquela janela... achava que era tipo a janela do PC, ou algo assim, mas não. O computador tinha parado e eu já tinha controlo do rato. Olhei para lá fora e vi um homem numa carrinha com uma câmara na mão a apontar diretamente para mim pela janela. Ele tinha um telefone na mão, e quando olhei para ele, o meu telemóvel tocou novamente. "Precione shift+alt+F5 ao mesmo tempo para ativar o software". Chamei o David o mais rápido que consegui para mostrar o que estava a acontecer. Ele ficou tão assustado quanto eu, mas com o homem mesmo à nossa janela, não queríamos fazer porcaria. David ligou para a polícia imediatamente e ele disse-me que a polícia iria chegar em breve. Eu não ativei o software, simplesmente fiquei sentado à frente do meu computador. Ao mesmo tempo, eu tinha 99% de certeza que o software tinha malware, por isso mesmo é que recusei ativá-lo.

David pegou num taco de basebol caso o homem do lado de fora tentasse entrar. Cerca de 5 minutos depois, ouvimos o giro da maçaneta da porta, que tinhamos trancado por dentro há poucos segundos antes por segurança, e com razão. Ele bateu à porta. Nós os dois assustámo-nos e eu olhei para a janela de novo. O homem estava dentro da carrinha e acelerou fugindo de lá a uma velocidade enorme. Alguns minutos depois, a mensagem: "Nós voltaremos".

Isto deixou-me completamente tramado... Assim que os polícias chegaram, disseram-me para olhar para a nossa porta... O meu nome tinha sido lá escrito com uma faca ou algo do género, riscos que nunca mais iam sair a não ser que substituíssemos a porta. A polícia analizou o meu PC e o respetivo software. O mesmo com o meu telemóvel. Eventualmente, eles disseram ter neutralizado o software no meu computador, mas que ele teria de ser destruído imediatamente, tal como o telemóvel.